Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

Traduções é comigo!


Amigos, partilhem este meu anúncio, por favor:
Faço traduções e retroversões em Português, Inglês, Espanhol e Francês.
Garanto rigor, profissionalismo e cumprimento de prazos acordados.
Possuo experiência em literatura, artigos, teses e manuais de utilizador.
Bom preço, com possibilidade de desconto em trabalhos volumosos!
Para +informações/orçamentos, envie e-mail para:
jamsandy2003@yahoo.com
Obrigada!

Terça-feira, 10 de Maio de 2011

Dou explicações!

Os seus filhotes têm dificuldade em aprender?!
Estou inteiramente disponível para dar explicações de Português e Inglês
(e outras disciplinas a combinar),
preparando-os para os testes e acompanhando-os nos trabalhos de casa!
Ainda vão a tempo de tirar boas notas!

Contacto: 927 172 406
(Preço de amigo garantido!!)
Só na Quinta do Conde

Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Mais do mesmo...

Olá a todos!
Há quase um ano que não comunicava... Pois, a minha vida não permitia uma vez que tinha arranjado trabalho e andava cansada de olhar para o PC todos os dias.
Mais uma vez, as coisas mudaram e desde Outubro passado que me encontro novamente à procura de trabalho!
Nem sequer tive direito ao subsídio de desemprego, embora não me tenha despedido, nem sido despedida por justa causa. Estava lá a tempo a mais... E como no Natal já teria de receber pelo menos metade do subsídio, subitamente, deixei de ser "eficiente"...
Acontece a toda a gente, hoje em dia, eu sei. Mas vamos lá continuar a remar contra a maré e lutar por tudo a que temos direito!

Já agora, se virem algum link de uma proposta de trabalho minimamente decente (já não peço mais que isso), agradeço que a partilhem, por favor. Obrigada.

***

Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Boa nova!

Cá estou para vos dar a última novidade.
Não, não estou grávida!! :P
Apenas venho anunciar que já não me considero jornalista (se é que alguma vez fui...) e também já não estou desempregada, felizmente!
Decidi embarcar numa nova aventura e alargar os meus horizontes, começando por me agarrar a um estágio que - apesar de não ser remunerado - apenas durou um mês e correu muito bem.
Estou prestes a assinar o contrato e seja o que Deus quiser!
Já deu para perceber que isto de ser consultora de Recursos Humanos é um cargo que tem pano para mangas, mas não há nada que não se resolva.
A ironia das ironias é que estive praticamente 6 meses sem nada conseguir fazer e, agora, vejo-me a dar trabalho aos outros. Só por isso, já vale a pena! ;)

Por hoje, é tudo.

Bom concerto de Metallica hoje e amanhã para quem vai!
Ah e...
Ronnie James Dio, que estavas prestes a mostrar-nos o quanto a tua voz era poderosa, no Optimus Alive deste ano, sabemos que não virás porque o maldito cancro do estômago traiu-te...
Mas serás sempre lembrado, graças aos inúmeros projectos em que te deixaste envolver.
Rainbow, Black Sabbath, discos a solo... És grande.
R.I.P. The greatest voice of Metal!

Quarta-feira, 24 de Março de 2010

Petição Guns N' Roses

Por incrível que pareça, já estamos na Primavera e as novidades profissionais que tenho não nada animadoras. Há alturas em que só me apetece sair do país mas, vendo bem, já não se está bem em lado algum. Há que continuar à procura do meu caminho.
E, enquanto nada vem, comecei a escrever um romance que já vai a meio! :)

Para finalizar a minha curta visita a este espaço, faço um apelo a quem gosta tanto de música como eu: por favor, leiam a seguinte petição e assinem em

http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=Kobe




Digam lá se ele ainda não está com bom aspecto para a idade que tem? :P

Fãs de Guns N' Roses, juntem-se para que os possamos ter em Portugal ainda este ano, aproveitando o facto de que o Mr. Axl Rose & Companhia andam em tour e virão à Europa no próximo Verão. Apressem-se! Não custa nada, são só 10 segundos a assinar.

Obrigada! ;)

Foto: DR - GN'R em Buenos Aires, Argentina, 22 de Março '10

Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Enfim... desempregada!

Sim, faço novamente parte daquele monte de gente, que se acumula cada vez mais pelos cantos do país, à procura de algo minimamente digno para fazer e digo isto, porque já me passou cada oferta à frente dos olhinhos, que nem tenho coragem de mencionar... Ah, e com ordenados menos dignos ainda, obviamente.
Por norma, não sou esquesita. Pesar os prós e os contras nunca fez mal a ninguém e é apenas isso que faço.
Portanto, apresento aqui, publicamente, a minha disponibilidade total e imediata, caso ande por um(a) benfeitor(a) a precisar de mais alguém para a sua equipa. Seja jornalismo (imprensa, tv ou rádio); secretariado; serviços administrativos; turismo; atendimento ao público numa loja, por exemplo...

POR FAVOR, já só peço qualquer coisita, onde se receba algum sempre certinho, onde tenha um horário normal... antes que me envergonhe seriamente de lembrar que alguma vez perdi tempo a tirar um curso superior nesta vida!

Agradecida.

Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

R.I.P. Patrick Sawyze (1952-2009)

Penso que a melhor homenagem que se pode fazer a Patrick Swayze é relembrar os momentos que, certamente, o fizeram muito feliz e acredito que o vídeo que abaixo vos deixo terá sido um desses grandes momentos.
E quem não se lembra de "Dirty Dancing", afinal? Leio outros blogues por aí, onde muito se fala nesta cena do filme, pela sua contribuição para a descoberta do amor durante a adolescência, de toda uma geração da qual muito orgulhosamente faço parte.
Vale sempre a pena rever:

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

The Fixer

When something's dark, let me shed a little light on it.
When something's cold, let me put a little fire on it.
If something's old, I wanna put a bit of shine on it!
When something's gone, I wanna fight to get it back again!

yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
yeah, yeah, yeah, yeah, yeah !!

When something's broke, I wanna put a bit of fixing on it.
When something's bored, I wanna put a little exciting on it.
If something's low, I wanna put a little high on it!
When something's lost, I wanna fight to get it back again!

yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
yeah, yeah, yeah, yeah, yeah

When signals cross, I wanna put a little straight on it.
If theres no love, I wanna try to love again...

I’ll say your prayers, I’ll take your side
I'll find us a way to make light
I'll dig your grave, we'll dance and sing
What's saved could be one last lifetime!

hey, hey, hey
yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
yeah, yeah, yeah, yeah
fight to get it back again, yeah, yeah, yeah
fight to get it back again, yeah, yeah, yeah
yeah, yeah, yeah, yeah, yeeeaaaah...!

Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

30

Agora nos 30, talvez as mudanças sejam ainda mais intensas, mesmo que mais escassas.
E talvez perceba que todo aquele mundo onde vivia protegida se dissolveu...
Mas nem dei conta porque, nos 30, parece que o tempo é mais curto...
Os dias são mais pesados em horas e o sono torna-se cada vez mais pequeno e menos sonhador.
Aos 30, os nossos olhos valorizam os truques para nos mantermos nos 20,
mas a mente escolhe só o que é despido de ilusões.
Por mim, desde que me sinta bem… pouco ou nada importa.
Amor, amizade, família… Sempre por perto!
E sinto-me cada vez mais feliz com o que tenho.

Nos 30, aquele grupo gigante de amigos reduziu-se a tão poucos...
Poucos, mas de ouro ou mesmo de brilhantes raros... Raríssimos!
Chegando aos 30, quem me aturou até agora, deve ser santo!
E mesmo que não seja, na verdade, não deixa de ser um herói.
Nos meus 30, ainda me pergunto: existirá mesmo um sonho profissional?
Não sei, mas existe uma voz que me provoca constantemente e faz-me procurar.
Mesmo quando finjo não perceber o que me diz.
Agora, também, já ninguém me diz o que é certo ou errado…
Excepto a minha incorrigível mãe…
mas ela sabe que eu decido sempre que caminho seguir.

Vejo casamentos, bebés a nascer… e separações.
E até conheço quem me diga já viveu demais aos 30...
Os bebés ganham uma nova magia. O que era medo, torna-se vontade.
O problema é que a vontade não significa exactamente… capacidade.
Ainda tenho MUITO tempo.
E a vitória? Aos 30, podemos vencer a primeira batalha com os punhos abertos ou fechados.
Pela guerra ou pela paz.
Os objectivos são pouco egoístas, nos 30. O mesmo já não digo sobre o prazer.
Mas, felizmente, ainda estou só no início das minhas grandes descobertas, neste mundo dos 30...
Pois claro. Há que aproveitar quando a minha veia optimista dá o ar da sua graça… Por isso, no worries... just 30! :)

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Euromilhões poderá sair na Quinta do Conde

A autarquia apresentou uma candidatura ao programa comunitário “Parce­rias para a Regeneração Urbana” e direccionada à Quinta do Conde. Com ela, prevê-se a criação de novos pólos culturais, desportivos e requalificações

8 milhões para a Quinta do Conde
A PROPOSTA do “Pro­­­gra­ma Integrado de Valorização da Quinta do Conde” engloba a construção de um conjunto de novos equipamentos para benefício da população. O investimento atinge os oito milhões e 150 mil euros, com comparticipação de fundos comunitários até 50 por cento. O projecto prevê a criação de uma biblioteca municipal e de um auditório cultural, obras que ascendem a quatro milhões de euros, sendo considerada como uma aposta essencial para a freguesia mais populosa e mais jovem do concelho. A biblio­teca está orçada em cerca de 2,26 milhões de euros, devendo ser instalada no Conde 1, num edifício com três pisos que incluirá secção de adultos, cafetaria, sala polivalente e uma secção infantil, com área de expressão e animação. Já o auditório servirá como espaço de criação de hábitos cul­turais, para atrair novos públicos e estimular o desenvolvimento artístico, com uma sala de 400 lugares. Resultará de uma parceria com o Grupo Desportivo e Cultural do Conde 2, contemplando no­vas instalações para esta colectividade, e terá um custo aproximado de dois milhões de euros.
Melhorias no desporto e requalificações várias
Com esta candidatura, a autarquia também pretende melhorar a área desportiva com a criação de um complexo municipal no Conde 1, integrando um campo de futebol com relva artificial e pista de atletismo com piso sintético, seis corredores e equipamentos para a prática de todas as disciplinas da modalidade. Terá, ainda, instalações de apoio, bancada e estacionamento para 80 viaturas.
Outro equipamento do projecto é um pavilhão multiusos, num investimento de apro­­­­ximadamente um milhão de eu­­ros, que irá possibilitar a prática de futebol, voleibol, andebol ou basquetebol. A nova estrutura ficará apta a receber não só actividades desportivas como, também, recreativas, económicas e culturais, organizadas em parceria com associações da fre­guesia. E porque muitos quintacondenses usam as suas bicicletas não só por lazer, mas, também, como meio de transporte, será implementado o projecto “Quinta do Conde Vila Ciclável”, orçado em 80 mil euros para a construção de vias próprias para os ciclistas. O Parque da Vila contará com um novo espaço dedicado aos desportos radicais, tais como skate, patins, escalada ou BMX. Contas feitas, só na área desportiva que inclui, também, a requalificação do polidesportivo do Pinheiro, o investimento total ascende a 2,5 milhões de euros.

Caso a candidatura seja aprovada, possibilitará ainda a requalificação de espaços verdes e áreas urbanas, tais como a Cova dos Vidros, acessos pedonais e novos lugares de estaciona­mento, com aplicação de um pa­­­­­vi­­mento em calçada de vidraço. A requalificação está orçada em 133 mil euros. Por último, tal como a vereadora da Cultura, Felícia Costa, nos havia avançado na passada edição, a candidatura prevê a construção de um Centro de Inovação e Participação Associativa (CIPA), que ficará instalado no espaço que até ao final do presente ano lectivo pertenceu à Escola Básica N.º1 da Quinta do Conde. Prevê-se, ainda, a criação de um Campo Scout, a implementação do programa cultural “Dias Barrocos” e, por fim, a instalação da Comunidade de Inserção, valência dependente do Cen­tro Comunitário da Quinta do Conde, no edifício da actual Exten­são de Saúde.

Texto de Sandra Mendes
Publicado in Notícias da Zona Edição n.º 152
Imagens do projecto: cortesia da Câmara Municipal de Sesimbra

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Encerrar em beleza!

As portas da EB1 da Quinta do Conde vão fechar definitivamente. Por isso, foi com um misto de emoção e diversão que alunos, professores, auxiliares, pais e entidades convidadas conviveram na festa de uma escola que já deixa saudades a todos

ABERTA à comunidade escolar há mais de 30 anos, a Escola Básica n.º 1 da Quinta do Conde acolheu ao longo do tempo inúmeras crianças, num equipamento que se dizia provisório e sem muitas condições para turmas numerosas. Mesmo precário, o espaço deixa saudades a todos os intervenientes e, como tal, o significado de encerramento foi vivido, no passado dia 19 de Junho, com muita emoção.
Para além das tradicionais tasquinhas pedagógicas, da música, lanche e assados, foram entregues os diplomas às turmas do 4.º ano, os finalistas deste ano, e feitas algumas sentidas homenagens a docentes que por ali passaram. Manuela Barbas, presidente do Conselho Executivo do agrupamento, falou-nos sobre a festa, dizendo que «mostra a dinâmica desta escola, sendo algo que eu espero que não se perca no novo espaço, que será muito maior, com 14 salas, e com condições completamente diferentes. Espero, também, que estes professores continuem a ser dinâmicos e consigam continuar o trabalho que têm feito até aqui».
Para o professor e coordenador Luís Pacheco, que lecciona o 1.º Ciclo há 11 anos, «a festa surge na continuidade de uma actividade realizada pela primeira vez no ano passado, que são as tasquinhas pedagógicas, e tem como objectivo aproximar os pais da escola e promover a troca de saberes e valores, fazendo-os sentir-se bem. O encerramento deste ano é duplo, pois os alunos vão passar para a escola do Pinhal do General e, como tal, decidimos convidar muita gente, tal como as antigas professoras, prestando-lhes uma pequena homenagem». Falando do seu caso, «é o segundo ano que aqui estou e gostaria de poder manter-me na Quinta do Conde e dar continuidade ao trabalho, mas ainda não sei onde serei colocado. Caso não fique, gostaria que os pais e os professores continuassem esta tradição, nomeadamente, com as tasquinhas».
Na foto, o professor e coordenador Luís Pacheco
Que futuro?
Em representação da presidente da Associação de Pais, que se encontrava no palco da festa, Fernanda Fonseca, membro da associação, da mesa da assembleia e mãe de um aluno finalista da escola, disse ao Notícias da Zona que a elaboração da festa «começou pelo facto do professor Luís nos ter dado esta abertura para podermos trabalhar com a escola. Partiu, também, da disponibilidade dos pais, pois os professores já têm demasiado trabalho. Mas toda a gente ajudou, incluindo as auxiliares de educação. E é bom chegarmos ao fim e ver este resultado, principalmente quando olhamos para os miúdos e percebemos que estão felizes, apesar de ser também um momento triste, pelo encerramento da escola. O meu filho Tiago pode dizer que andou na mesma escola do pai». Para a elaboração da festa, as ajudas foram muitas e é algo que «não conseguimos sequer quantificar o quanto estamos agradecidos àqueles que contribuíram. Também tivemos a sorte de ter o Luís como coordenador, que muito se entregou ao trabalho, fazendo até o que não era obrigado a fazer, dando ideias e ajudando a concretizá-las. Aliás, tivemos uma excelente equipa este ano, que funcionou muito bem e que vai deixar muita saudade». Adiantou que «gostaria que este espaço fosse preservado, porque está cheio de memórias. Muitas crianças passaram por cá e aqui foram crescendo. Mas só a Câmara saberá o que vai ser este espaço».
Na foto, a entrega dos diplomas aos alunos do 4.º ano
Ninguém melhor que Felícia Costa, vereadora da Educação, Juventude e da Cultura da Câmara Municipal de Sesimbra, para nos falar sobre o futuro deste equipamento. Presente na festa de encerramento, revelou ao NZ que «este encerramento, mais do que para a autarquia, significa muito para a comunidade, que vai deixar de ter uma escola que era provisória e, a partir de Setembro, passará a funcionar num novo equipamento, com melhores condições. Terá um refeitório, uma biblioteca e toda uma série de recursos que esta não tinha. É um salto qualitativo na área do ensino. Além disso, já temos um bom projecto para aqui. Os pavilhões actuais serão requalificados, para que seja criado um pólo do associativismo para as várias entidades culturais da Quinta do Conde, as quais terão melhores condições para os seus projectos. A nossa intenção é, também, criar um estúdio isolado, onde as bandas de garagem, ligadas ao movimento juvenil, aqui desenvolvam as suas capacidades musicais. No fundo, continuará a ser um espaço cheio de Cultura!».
Em cima, a presidente do Conselho Executivo, Manuela Barbas e a vereadora da autarquia de Sesimbra, Felícia Costa
Texto de: Sandra Mendes
Fotos: Notícias da Zona
Publicado in Notícias da Zona, edição 151

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Crianças em risco

Tatiana Santos, psicóloga clínica, ajudou-nos a perceber os problemas que enfrentam as crianças da região e o que pode ser feito contra essa tendência. Revelamos, ainda, dados exclusivamente cedidos ao Notícias da Zona por várias entidades
TODOS sabemos que as crianças representam o futuro e é nelas que são depositadas as maiores esperanças. É por isso que cada um de nós tem o dever de as proteger, para que nenhum trauma ponha em risco o seu natural desenvolvimento.Tatiana Santos, psicóloga clínica e colunista do NZ na temática Saúde & Beleza, falou-nos sobre a sua experiência na área de apoio a crianças problemáticas e em risco social, inserida num contexto de IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social, no concelho de Setúbal. O local exacto não é relevante, já que o importante é que tais entidades existam para fazer a diferença, junto de quem precisa. Segundo Tatiana, o trabalho que efectuou nesse âmbito, passou por «identificar quais as necessidades locais, avaliar as famílias e crianças, de forma a perceber qual a melhor atitude a tomar para que o acompanhamento seja feito, quer por sessões de educação parental ou sinalizando o caso à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens quando nada mais há a fazer. Contactei mais com crianças do que com adolescentes, uma vez que a instituição está mais direccionada para meninos entre 1 e 16 anos». A tipologia dos casos era variada, encontrando-se crianças com «todo o tipo de carências, nomeadamente, económicas e afectivas. Contactei com vítimas indirectas de violência conjugal entre os pais e com vítimas directas de violência por parte dos pais. Quanto a abusos comprovados, não soube de nenhum, embora existissem suspeitas. Para além do abandono permanente, também havia casos de abandono temporário, que são mais comuns do que pensamos, e em que as crianças ficavam na rua, durante o horário laboral dos pais. Dormitavam nos passeios, não eram alimentadas e nem tinham sinais de cuidados de higiene».
Marcadas para sempre
Sobre as conclusões que retirou dessa sua marcante experiência, a psicóloga percebeu que existe ainda muito a fazer, «sobretudo em relação à violência doméstica. A partir do momento em que passou a ser considerada como um crime público, a primeira coisa a fazer é alertar as pessoas, ou seja, educar um pouco a mentalidade da comunidade para o facto de terem o dever de sinalizar a existência destes casos. Muitas vezes, as vítimas, sejam crianças ou adultos, por questões emocionais com o agressor – poderá ser o pai, mãe ou outro familiar – não querem denunciar a situação. Isso sucede, sobretudo, com crianças e jovens, por uma questão de dependência emocional e, também, financeira. É importante que os vizinhos estejam atentos. Não importa se estamos a intrometer-nos na vida dos outros porque, na verdade, estamos a falar de um crime e temos de perceber que é algo que fica marcado na mente das crianças. Muitas delas ficam a um passo da morte, quando essas situações abusivas e violentas são demasiado graves».
Um alerta dado demasiado tarde, ou nunca concretizado, significa menos uma criança com futuro, até porque o mais simples dos traumas é suficiente para marcar uma criança pela negativa. «São traumas que nunca se apagam. Dependendo da gravidade da situação, poderá ser corrigido ou não, mas a cicatriz fica lá e, em casos graves, afectam o desenvolvimento não só emocional mas, também, das capacidades de aprendizagem». A título de exemplo, relembra algumas crianças que acompanhou de perto «que não sabiam falar e, por isso, comunicavam como animais. Isto porque, na sua curta vida, ninguém falou com elas».
Para Tatiana, a falta de apoio e a inexistência de uma intervenção rápida são prejudiciais, sobretudo em casos de violência, que dão azo à criação de «um ciclo de violência transgeracional, em que o modelo familiar – que já era violento – é perpetuado em relações futuras».Questionada sobre a existência de alguma semelhança entre as dezenas de casos passados em Setúbal e o concelho de Sesimbra, a psicóloga considera que existe, de facto, um risco social, mas «terá mais a ver com as necessidades económicas, devido ao crescendo do desemprego. Acredito que não existam tantos casos ou, pelo menos, nunca tão graves quantos os que existem no concelho de Setúbal».

Números que não mentem
Contactado pelo NZ, Daniel Cotrim, psicólogo assessor técnico da direcção da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, revela-nos que os dados oficiais existentes relacionados com crianças, durante o primeiro trimestre de 2009, «só estarão disponíveis em Julho», mas confirma que «a maioria dos casos que nos são apresentados reflecte uma violência doméstica».
O NZ apurou, ainda, que a percentagem de vítimas no distrito de Setúbal foi maior no escalão etário entre os 11 e os 17 anos, com 16 casos sinalizados, sendo que dos 6 aos 10 anos verificaram-se 11 casos. Já dos 4 aos 5 anos existiram 6 casos e, por último, três casos dos zero aos 3 anos de idade. Os casos que claramente envolveram crianças dizem respeito a subtracção de menores (2 ocorrências), violação da obrigação de alimentos (11) e prostituição infantil (1).
A Comissão de Protecção de Crinaças e Jovens (CPCJ) do Seixal enviou-nos toda a documentação necessária, relativamente ao ano de 2008, fazendo a distinção entre as seis freguesias do concelho. Ressalvando que cada processo corresponde a uma criança ou jovem, foram transitados 350 processos de 2007 para o passado ano; foram 83 reabertos; 474 instaurados; 142 arquivados liminarmente e 332 definitivamente arquivados. Quanto à tipologia de perigo, foram sinalizados 221 casos por negligência; 45 por maus-tratos físicos; 55 por maus-tratos psicológicos; 57 de abandono escolar; 50 por exposição a modelos de comportamento desviante; 16 devido a prática de facto qualificado como crime; 9 casos por abuso sexual; 3 por abandono; 2 relativos a mendicidade e, por fim, 1 devido a estupefacientes.
A nível de freguesias, a Amora destaca-se pelo maior número de casos (cerca de 150), na sua maioria por questões de negligência, uma realidade comum às restantes freguesias. Seguem-se Arrentela (quase 120), Corroios (cerca de 90), Fernão Ferro (cerca de 40), Paio Pires (menos de 30) e Seixal (cerca de 20).
Em conversa com Madalena Ramos, presidente da CPCJ de Setúbal, o papel destas comissões é «alertar a comunidade para que nos possam ajudar a proteger todas as crianças e jovens». Enumerando os casos, no ano de 2008, esta CPCJ «acompanhou 1517 processos, dos quais 395 foram instaurados. De 2007 para 2008, transitaram 1075; arquivámos 407 e transitaram para este ano 1110, mais aqueles que, entretanto, vamos abrindo». Referiu, ainda, que «as escolas foram quem mais sinalizou o problema, tendo apresentado 427 casos; no âmbito da Saúde foram 219; os pais apresentaram 185; as vítimas apenas deram origem a 7 casos. Familiares, vizinhos e a própria CPCJ assumiram as outras denúncias».Tentámos, ainda, recolher informações por parte das CPCJ de Almada e Sesimbra e do Gabinete de Apoio à Vítima de Setúbal, mas não obtivemos respostas até ao fecho desta edição.


Setúbal não será, certamente, o distrito mais problemático em todas as vertentes do crime contra menores, mas há que lembrar que os pequenos números também representam vidas de jovens indefesos. Na sua grande maioria, não conseguem gritar por ajuda. Resta-lhes, apenas, o silêncio da dor que sentem.

Texto de: Sandra Mendes
Publicado in Notícias da Zona
Imagens: DR

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Uma lição de persistência


O Espaço das Aguncheiras continua a dar que falar, promovendo várias vertentes artísticas mas tendo no teatro o seu principal foco de acção. Aproxima-se a estreia da peça Rancor, exercício sobre Helena, cujos encenadores são a actriz São José Lapa e Alberto Lopes (na foto abaixo)

ACOLHENDO um vasto número de jovens talentos há já 4 anos, o Espaço das Aguncheiras continua a fomentar a transmissão de conhecimentos artísticos, através de constantes acções de formação, criação e produção, baseadas nas experiências de profissionais das várias vertentes – da música às artes plástica e, claro, o teatro.
São José Lapa é uma actriz e encenadora que dispensa apresentações. Muitos não saberão, porém, que possui uma forte ligação ao concelho de Sesimbra e, como tal, decidiu fazer das Aguncheiras um interessante espaço cultural. Situada na Azóia, bem perto do Cabo Espichel, aquela extensa área verde tem sido palco perfeito para diversas peças de teatro, bem acolhidas por numeroso público.
O novo projecto da cooperativa é a peça Rancor, a estrear no próximo dia 3 de Julho, na Fortaleza de Sesimbra, local que também acolherá a peça nos dois dias seguintes. Depois, o espectáculo será apresentado “em casa”, ou seja, nas Aguncheiras, nos dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de Julho e, ainda, a 1 e 2 de Agosto. Sempre às 20h15 e por apenas 5 euros.
Como mentora do projecto, São José Lapa falou ao Notícias da Zona, explicando que, ao encenar esta peça, tal como as anteriores, tem enfrentado «algumas dificuldades económicas, para não dizer muitas! É a única queixa que temos, eu e o Alberto Lopes (também encenador da peça). O engenheiro Sócrates, inclusive, já fez mea culpa, reconhecendo que não apoiou a Cultura como deveria ter feito. Palavras para quê? Desde há 4 anos que me queixo deste problema, pois temos apresentado muito trabalho e, além disso, tenho um currículo que merece que olhem para ele. Não vivo por causa da Cultura, mas para o povo através da Cultura. E espero que, com o próximo Governo, as coisas melhorem substancialmente! Depois de ter o exemplo de outros colegas que estão a ser apoiados, por mais de metade das verbas que nós temos aqui, sem que ainda tenham apresentado qualquer trabalho, desejo que a Câmara Municipal de Sesimbra nos possa ajudar mais. Penso que quem está à frente de uma câmara tem de perceber que a memória do país deve ser preservada, seja junto das escolas, como temos feito, seja através da produção, no grupo de teatro».

Dez anos de espera
Para São José, apesar das dificuldades, a preparação desta estreia está a ser mais um grande contributo para a sua vasta experiência no meio, em que conta com a ajuda de Alberto Lopes, pai da sua filha, Inês Lapa Lopes. «Já fizemos muita coisa juntos! Há 32 anos, tinha a Inês um ano, formámos um grupo que partiu para Viseu. Era uma altura em que não havia tantos teatros como hoje, não havia nada! Quando regressámos a Lisboa, continuámos a trabalhar juntos. Por isso, conhecemo-nos bem, somos muito amigos e muito cúmplices do ponto de vista estético. É um grande profissional, de altos voos, com um grande conceito de espectáculo, mas, infelizmente, caiu no esquecimento de alguns. Mesmo assim, já foi condecorado por Jorge Sampaio, então Presidente da República. Portanto, é sempre uma mais-valia trabalhar com ele, para além de que o meu papel nesta peça é trabalhoso e precisava do seu apoio».
Valerie Bradell, Jorge Fraga e São José Lapa são os veteranos deste elenco que conta, ainda, com quatro jovens actores: Inês Lapa Lopes, Rui Pedro Cardoso, Paulo Pinto e João Paiva.
Hélia Correia é a autora do texto, que fala de Helena de Tróia, das relações familiares e das fragilidades humanas, através de uma abordagem a um dos mitos centrais do património cultural europeu, em que o principal desafio é lidar com as culpas do passado. A acção desenrola-se no pós-guerra de Tróia, onde Helena, filha de Zeus, enfrenta os primeiros indícios de decadência física. Como a própria sinopse descreve “no espectáculo, como na vida, a história (re)escreve-se pela perspectiva dos vencedores e tudo está bem quando acaba mal”. A título de curiosidade, São José recorda com humor que «esta peça foi-me oferecida pela Hélia há 10 anos, exactamente o mesmo tempo de espera da guerra de Tróia… Deve ter sido uma brincadeira dos Deuses!».

Um futuro recheado de Cultura
À parte do teatro e das formações nas várias formas de arte existentes, encontra-se ainda a decorrer no Espaço das Aguncheiras aquela que foi a sua primeira exposição, intitulada “Ga-linhas e outros habitantes”, que reúne obras de arte plástica de São José Lapa e João Paiva. É uma mostra de objectos da natureza, devidamente trabalhados, que poderá visitar por apenas 1 euro.
Destaque, ainda, para o facto de o espaço não ter rede eléctrica, funcionando à base de geradores o que, para São José e sua equipa, representa um outro obstáculo a ultrapassar, por ser extremamente poluidor. «Gostaríamos que alguma empresa nos disponibilizasse energia fotovoltaica, painéis solares, de forma a mostrarmos ao público, através das produções teatrais, que é possível funcionar num espaço à base de energias alternativas. Até agora, ainda não tivemos qualquer proposta, mas vamos continuar a procurar e penso que não há ninguém melhor que a própria EDP, que tanto promove as energias alternativas. Mas, em Portugal, quase tudo funciona muito devagar».
Quanto a projectos futuros, São José informou-nos que são imensos, adiantando que «à semelhança dos anos anteriores, vamos apresentar novos capítulos de Dona Redonda Parte III, para as crianças. Iremos, também, dar continuidade a um trabalho desenvolvido com professores e alunos, tendo os jogos dramáticos por base, sendo que este ano, trataremos das questões sobre o género (homem “versus” mulher). Em Setembro, voltaremos à Escola Michel Giacometti, na Quinta do Conde, onde já estivemos durante todo este ano lectivo, às segundas-feiras, para discutir o tema da sexualidade, através da obra Romeu e Julieta, para depois apresentarmos o espectáculo. E penso que, com pouco dinheiro… já é muita coisa!».
Por fim, fez um especial agradecimento à sua equipa de actores e colaboradores «que é maravilhosa», não esquecendo Carlos Avilez «um grande amigo que nos emprestou uma parte do guarda-roupa que faltava». Lamenta, ainda, o facto de «não termos conseguido um projector em lado nenhum, nem no próprio Cineteatro Municipal João Mota, de Sesimbra. Até é uma peça que também estará na Fortaleza, mas… nada! Temos esperança de que as coisas mudem e, tanto eu como a minha filha, somos de uma grande persistência». E não desiste de lutar, até porque «este é um projecto que tem razão de existir. As coisas são feitas com qualidade e uma coisa de que não nos podemos queixar é da falta de público, o que é extraordinário. Já chegámos a ter noites com 500 pessoas na assistência, algo que ultimamente já pouco se vê nos teatros em Lisboa».
Pode visitar o blogue do espaço em espacodasaguncheiras.blogspot.pt e, para reservar a sua entrada e assistir ao espectáculo basta enviar e-mail para aguncheiras@gmail.com, indicando o seu nome, o dia pretendido, número total de entradas e um contacto telefónico. A cooperativa aconselha, ainda, que leve roupa quente, uma vez que o espectáculo nas Aguncheiras faz-se ao ar livre e… só os Deuses saberão como estará o tempo!

Texto de: Sandra Mendes
Imagens: cortesia do Espaço das Aguncheiras
Publicado in Notícias da Zona (Edição N.º 151)

Sábado, 27 de Junho de 2009

RIP, Michael Jackson

Não sendo uma fã incondicional, reconheço o grande peso que teve como artista e sei que jamais haverá outro como ele.
Deixo aqui uma pequena recordação com aquilo que ele sabia fazer melhor:
encantar multidões com os seus passos.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

"We're all deserving something more"

Neste dia de Camões, de Portugal e etc e tal...
nada me orgulha mais que o poder...
...de uma simples música.



Have a drink they're buying
Bottom of, bottle of denial
Big guy,... big eye,... watching me...
Have to wonder what it sees...
(Sin...)
Progress... laced with... ramifications...
Freedom's big plunge

Pull the innocent from a crowd
Raise the sticks then bring em down
If they fail to obey... oh if they fail to obey,

For every tool they lend us... a loss of independence

I pledge my grievance to the flag
Cause you don't give blood... to take it back again
Oh we're all deserving something more
Progress,... taste it,... invest-it-all
Champagne breakfast for everyone

Break the innocent when they're proud...
Raise the stakes,... then bring em down...
If they fail to obey... oh if they fail to obey

Pledge your grievance to the flag
Cause you don't give blood... then take it back again
Oh we're all deserving something more.

I want to breathe
Follow the scene
I want to taste
Everyone I see
I want to run when I'm up high
I want to run into the sea
I only want life.... to be...
I just want to be...
I will feel alive... as long as I am free...


Pearl Jam - Grievance (Binaural, 2000)

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Inspirado em quem lutou e até morreu pelos seus direitos

Um excelente documentário sobre a história dos E.U.A.



"Democracy doesn't come from the top,
it comes from the bottom
"

Manuela Moura Guedes vs. Marinho Pinto



Enfim... dispensa quaisquer comentários da minha parte.
As imagens falam por si...

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Novos equipamentos sociais

O Programa PARES avança no distrito de Setúbal. Com a presença de José Sócrates, foram lançadas as primeiras pedras para a construção de lares e residências autónomas de apoio aos portadores de deficiência, no Pinhal Novo e em Setúbal


O PRIMEIRO-MINISTRO deslocou-se, no passado dia 6 de Maio, a Setúbal, para apadrinhar o arranque das obras de dois equipamentos a ser comparticipados pelo PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais. Os novos edifícios servirão, em breve, como Lar Residencial com Serviço de Apoio Domiciliário e como Residência Autónoma da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Setúbal. No caso do Pinhal Novo, trata-se de um novo Lar Residencial e de uma Residência Autónoma para pessoas portadoras de deficiência, desta feita pertencente à Fundação COI – Centro Ocupacional Infantil.
O objectivo dos projectos é melhorar a rede e a solidariedade social do país, para além de traduzirem, segundo José Sócrates, um «reforço do investimento público» que «vai dar muita oportunidade de negócio a pequenas e médias empresas, vai oferecer trabalho a muitos portugueses que precisam e vai criar um dinamismo económico essencial».
O Lar Residencial com Serviço de Apoio Domiciliário e a Residência Autónoma da APPACDM de Setúbal representam um investimento total de 644.780,00 euros, 388.068,00 euros dos quais de fundos públicos e 256.712,00 euros de origem privada. Também o Lar Residencial e a Residência Autónoma para pessoas portadoras de deficiência da Fundação COI partilham um investimento público de 448.800,00 euros e privado de 341.641,00 euros.
No total, só no distrito de Setúbal, o Programa PARES irá criar 47 novos equipamentos sociais, num investimento global na ordem dos 32 milhões de euros. Segundo revelou o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, também presente em ambas as cerimónias, as obras estarão concluídas, no máximo, dentro de dois anos.
O reforço de financiamento do Programa PARES faz parte do pacote de medidas de combate à crise que o Governo implementou. Durante a fase de construção dos equipamentos, promete criar 4 mil postos de trabalho na área da construção civil. Quando concluído, permitirá criar nove mil postos de trabalho, na fase de funcionamento dos equipamentos.
O Lar Residencial da Fundação COI terá capacidade para 24 utentes e a Residência Autónoma para cinco utentes. Ao todo, absorverão 35 postos de trabalho, entre técnicos superiores, ajudantes de acção directa, serviços de apoio e outro pessoal especializado.
Já a APPACDM terá 18 lugares em Lar Residencial, cinco na Residência Autónoma e 30 lugares de Apoio Domiciliário a pessoas com deficiência. Neste caso, trata-se da única instituição à qual os cidadãos com deficiência, predominantemente mental, dos concelhos de Setúbal e Palmela podem recorrer.
No âmbito nacional, já se encontram em execução 370 obras do Programa PARES, o que significa, segundo José Sócrates, «o maior investimento nas últimas décadas, em equipamentos sociais» em Portugal. Acrescentou, ainda, que «demos, em boa hora, uma prioridade aos equipamentos sociais e, ao dar esta prioridade, estamos a cumprir outros objectivos: o primeiro é, naturalmente, que estes equipamentos estejam ao serviço daqueles que precisam deles: as crianças, as pessoas com deficiência e os idosos. Mas, por outro lado, estamos, também, a dar um contributo para a dinamização da nossa economia».

Foto: cortesia do Governo Civil de Setúbal
Texto de: Sandra Mendes
Publicado in Notícias da Zona

Gripe A

Atchim!
Depois da crise, a gripe. O mundo está em alerta pelos efeitos de contágio do vírus H1N1, responsável pela chamada gripe A. Ela já chegou a 29 países, estando confirmados mais de 4 mil casos, 53 dos quais foram mortais no México e nos EUA.
Previna-se, para não ter de remediar

O FOCO da nova epidemia localizou-se no México, onde foram já referenciados 1.112 infectados pelo vírus, com 51 mortes. Dada a proximidade geográfica, os Estados Unidos da América (EUA) aproximam-se do milhar de casos, daí resultando 2 mortos. Por efeito da globalização e da livre circulação, todos os continentes, à excepção do africano, já foram afectados pela gripe A H1N1, inicialmente identificada como gripe suína. Na Europa, não se registou qualquer caso mortal e, em Portugal, a suspeita levantada sobre alguns doentes que recentemente estiveram no México não se veio a confirmar, pelo que, actualmente, o país não surge na “lista negra” da Organização Mundial de Saúde.

Explicar a doença
Caso ainda não saiba, trata-se de uma doença das vias respiratórias causada por um vírus extremamente contagioso, denominado de H1N1. Afecta indivíduos de todas as idades e, no caso de uma mutação mais grave, pode causar a morte.
A gripe foi detectada pela primeira vez entre suínos, em 1930, sendo uma doença endémica nos EUA e no México. Sobre a propagação deste vírus, que começou por afectar apenas os animais, está provado que a contaminação é feita através das suas mucosas nasais, em contacto directo com outros animais, através do ar, de águas que já estejam contaminadas pelo animal infectado, e pelos utensílios que este usa.
A transmissão do vírus dos suínos para os humanos foi detectada pela primeira vez em 1988, em Wisconsin, nos EUA, sendo do tipo H1N1. Agora, surgiu a transmissão do vírus entre seres humanos, no México.
No caso português, o director-geral de Saúde, Francisco George, referiu no passado fim-de-semana estar «menos preocupado» com a gripe A H1N1, sublinhando que «tudo indica que a virulência do vírus não é particularmente perigosa». Assegurou, ainda, que o país está «bem preparado no que respeita às respostas a dar, com todos os dispositivos activados, mas não havendo uma situação de risco acrescido».

Precauções a ter
A progressão do contágio fez, recentemente, aumentar o receio sobre a possibilidade de uma pandemia. Nesta fase, vive-se um período de alerta em todo o mundo, podendo ou não dar-se uma mutação no vírus, que leve à origem de um novo subtipo mais agressivo e, ainda, mais rapidamente transmissível entre os seres humanos.
Desta forma, se estiver num local considerado de risco, há que evitar grandes aglomerações e lavar as mãos com frequência, usando sabão. Não deverá compartilhar os mesmos alimentos com outras pessoas, bem como evitar usar os mesmos utensílios, tais como copos ou talheres, entre outros. Utilize toalhas e panos limpos. Proceda à limpeza de todas as superfícies sujeitas a contacto manual, tal como as maçanetas das portas. Cubra a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, usando um lenço de papel sempre que possível. Cada lenço de papel deve ser usado uma só vez, depositando-o num saco de plástico que deve ser fechado e colocado no lixo após a sua utilização. O aperto de mão, beijos ou abraços devem ser igualmente evitados. O cumprimento destas indicações é fundamental, sobretudo, para as crianças.
Os sintomas da doença são muito semelhantes aos de uma gripe comum, podendo manifestar-se através de um mal-estar geral, febre superior a 38.ºC, cansaço, dores no corpo (musculares e articulares), dores de cabeça, falta de apetite, tosse frequente e intensa, congestionamento nasal, vómitos ou diarreia. Os viajantes que regressem de áreas atingidas ou que tenham tido contacto próximo com qualquer pessoa infectada, se apresentarem tais sintomas de gripe, devem permanecer em casa e ligar para a Linha Saúde 24, disponível 24h00 por dia, através do número 808 24 24 24 e seguirem as instruções que lhes forem dadas.

Foto: D.R.
Texto de: Sandra Mendes
Publicado in Notícias da Zona

Especial Saúde: entre o vírus e as vacinas

Papilomavírus Humano (PVH)
Prevenir para vencer
Ana Paula Santos, doutorada em Farmácia, lança o alerta à população para a importância da vacina contra as infecções do PVH que, apesar de actuar de forma silenciosa, é mortal para ambos os sexos
O PVH é responsável por uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns a nível mundial e que, na realidade, pode levar à morte sem escolher o sexo, caso não seja diagnosticado atempadamente. A patologia mais grave, que se encontra associada à existência deste vírus, é o cancro do colo do útero. Desenvolve-se lentamente e de forma assintomática, ou seja, sem apresentar sintomas, e é frequente em idades mais jovens, particularmente nos primeiros anos após o início da actividade sexual. Existem cerca de 40 tipos de PVH no tracto genital, sendo 15 considerados de alto risco e responsáveis pelo aparecimento de cancro do colo do útero, entre 70% a 75% dos casos.

Proprietária da Farmácia Quinta do Conde e professora na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, a farmacêutica Ana Paula Santos dá, em entrevista exclusiva ao Notícias da Zona, o alerta para esta doença, uma vez que «o nosso papel é, muitas vezes, esclarecer e informar sobre os tratamentos que as pessoas fazem».
Segundo Ana Paula, graças ao progresso da medicina, «hoje em dia, podemos ter a vantagem de estarmos vacinados contra um vírus que, por si só, pode provocar o cancro do colo do útero e ser fatal. Sabendo nós que o Estado português não tem os recursos financeiros desejáveis, teve que se impor regras para que esta vacina pudesse estar acessível ao maior número de pessoas possível, uma vez que o seu preço é avultado, exigindo a toma de três doses para que o tratamento tenha uma eficácia total. Deste modo, estão incluídas no Plano Nacional de Vacinação somente as raparigas com idades compreendidas entre os 9 e os 13 anos. Em princípio, até 2011, vai alargar-se o apoio gratuito a jovens até aos 18 anos, abrangendo assim um maior número de pessoas. Como se trata de uma doença que pode ser mortal, o Estado tem a obrigação de actuar, na defesa da população». Note-se, ainda, que esta vacina não previne apenas o cancro do colo do útero, pois «anula todas as situações de infecção, em qualquer zona do corpo».

Para todos os sexos e idades
Para Ana Paula Santos, é fundamental alertar para a prevenção do papilomavírus quanto antes, na medida em que «a infecção evolui rapidamente para uma forma cancerígena. Este vírus atinge não só o colo do útero, mas também as mucosas em geral, sendo elas de origem anal, vaginal, bocal ou zona oculares. Também atinge a pele, embora seja um vírus diferente. Uma simples verruga na pele também é um papiloma, mas, felizmente, não contamina as mucosas, assim como o vírus das mucosas não contamina a pele. O vírus, quando situado nas mucosas, representa um grande perigo, porque atinge o colo do útero facilmente, devido a ter um terreno demasiado favorável, o que faz com que se multiplique assustadoramente e evolua para a forma cancerígena, com dimensões bastante significativas. É um vírus fulminante na sua multiplicação, uma vez que numa penetração podem existir pequenas fissuras na mucosa vaginal, que são invisíveis e imperceptíveis, onde o vírus se infiltra de imediato. O PVH resiste durante 10 anos e desenvolve-se sem se manifestar».
Prosseguindo a sua explicação, a médica esclarece que «nos casos iniciais, é o pénis que contagia o corpo da mulher, de forma assintomática e invisível. E por não ser comum um homem ir ao ginecologista, não faz qualquer teste. Portanto, aconselhamos também a vacina para os homens, seja qual for a sua idade, mas, sobretudo, devem tomá-la antes de iniciarem a sua actividade sexual». Quando se tem relações sexuais usando o preservativo como forma de protecção, pensa-se estar defendido. Acontece que «existem outras formas de relação sexual, nas quais esse uso é dispensado, como é o caso do sexo anal ou oral. Nesses casos, as pessoas não estão protegidas em relação ao vírus. É por isso que a vacina deve ser tomada, de forma a provocar a produção de anti-corpos no sistema imunitário contra qualquer tipo de infecção».

A vacina contra o PVH, logo à tomada da primeira dosagem «consegue que o corpo obtenha um número elevado de anti-corpos. Na segunda dose, reforça esse tipo de anti-corpos e, à terceira e última dose, o corpo fica com anti-corpos para o resto da vida. Existem vacinas que são tomadas de 6 em 6 meses, porque o nível dos anti-corpos tem uma tendência natural para baixar. Não é este caso. Trata-se de uma vacina 100% segura. Convém salientar que quem já teve um papiloma de uma outra estirpe, não poderá tomar esta vacina. O único senão, penso que tem a ver com a questão económica», pois para quem não é gratuita, o investimento ascende a quase 500 euros.

Uma questão de consciência
Sendo a vacina a solução, a necessidade de a tomar passa, igualmente, por uma questão de responsabilidade para com os seus. «Um casal que, à partida, tenha uma vida íntima regular, assumindo o casamento com responsabilidade, não haverá esse risco», mas alerta para o facto de existir sempre a possibilidade de «alguns casais pensarem numa ‘escapadela’ fora do matrimónio, pelo que deverão ter alguma consciência e querer preservar a mãe ou o pai dos seus filhos, bem como proteger a sua própria saúde. É, de facto, uma situação semelhante à sida, em que as pessoas podem ser infectadas pelo seu parceiro, sem o saberem».
Por último, Ana Paula faz questão de ressalvar que «as pessoas, ao tomarem esta vacina, não estão dispensadas de fazer os seus exames periódicos no ginecologista, pois existem muitas outras doenças sexualmente transmissíveis e a vacina não cobre todas essas estirpes. Deve-se, por isso, deixar ao critério do médico qual a periodicidade até obter uma nova consulta. Cada caso é um caso e existem pessoas cujo historial clínico é mais susceptível ao aparecimento de determinadas doenças. A verdade é que uma doença, quando está no início, é muito difícil de detectar, mas muito fácil de tratar. Quando evolui… é muito fácil de diagnosticar, mas muito difícil de tratar. Os rastreios e a vacina são, por isso, fundamentais».

Genéricos: sim ou não?
A “BATALHA”
que ultimamente tem sido travada entre a Associação Nacional de Farmácias e a Ordem dos Médicos, em relação às prescrições de medicamentos de marca, bem como de genéricos, está a deixar os utentes confusos. Muitos ficam sem saber se devem optar por um medicamento que conhecem há anos ou se deverão tomar o seu substituto por ser mais barato, indo contra a preferência de alguns médicos.
Ana Paula Santos deu-nos a sua opinião, defendendo que «é uma ‘guerra’ que, para mim, não tem razão de existir, até porque sei de excelentes relações entre médicos e farmacêuticos. No caso do meu estabelecimento, trabalhamos em perfeita sintonia. Mas é inevitável que existam interesses de parte a parte. Na farmácia, somos uma empresa cujo objectivo é melhorar a saúde dos doentes, mas para continuar a fazê-lo, temos de ter lucro. Quando nos reduzem a margem, tentamos arranjar meios para sobreviver. Felizmente, ainda existem médicos que trabalham em perfeita harmonia com os farmacêuticos e até nos dão a liberdade de optar pelo genérico que entendermos, sem sequer indicarem a marca na prescrição. Muitas vezes, colocam a sua sugestão, mas nem sequer trancam a receita. É um facto favorável, que não nos obriga a ter 50 marcas do mesmo medicamento, já que nem temos espaço para tanto». Por outro lado, confessa já ter visto algumas situações no sentido inverso, em que se nota que «os clientes ficam em pânico e até tremem quando está esgotado o medicamento que precisam. Propomos a compra do genérico, para evitar que façam uma paragem no tratamento, mas a resposta por vezes é “eu não me importo de tomar já, mas venho cá depois quando houver o medicamento que o doutor prescreveu, porque ele quer que eu leve as caixas vazias na próxima consulta, para ver se é o medicamento certo”».

Imagem: D.R.
Texto de: Sandra Mendes
Publicado in Notícias da Zona

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Educação escandalosa...

Vi a informação seguinte num outro blogue e achei que, a confirmar-se, é mais uma das tais para o nosso Portugalito, que até já nem liga ao que se passa, de tão envergonhado que anda!
Mas que ninguém fique calado, por favor! Afinal, não somos todos iguais?! Já não temos direitos?!
Força a todos os professores que percorrem inúmeros quilómetros todos os dias, que deixam as suas familias para trás, só para poder trabalhar ou até mesmo para os que que ganham também coragem para se mudar com toda a familia, pela necessidade de dar aulas noutro lugar.
Para vocês não há qualquer pagamento de ajudas de custo, mas mereciam mais e melhor, é um facto!
Senão, leiam:

"Despacho n.º 9810/2009
Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director -geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivoorganismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, lugar expressamente equiparado a director -geral, tem a sua residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:

1 - É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliaçãode Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.

2 - O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de 2008.


12 de Fevereiro de 2009,

O Ministro de Estado e das Finanças,
Fernando Teixeira dos Santos
Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira,
Secretário de Estado Adjunto e da Educação".

Mais notícias...

dentro de algumas horas!

O Notícias da Zona está quase a sair
... e é de borla! ;)


(Ah... e bibó Puorto... :/ *dor de cotovelo mode* )

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

De volta !

Antes de mais, vou-vos confessar que o meu computador não é lá muito normal e, de vez em quando, dá-lhe para ter uns tiques manhosos que me poem "nervosa dos nervos!!", como diria alguém. De modo que a última pancada deste meu companheiro de trabalho e entretenimento foi... ficar com o monitor intermitente, pelo que não conseguia fazer nada dele e nem eu própria já sabia o que fazer à minha vida! Apercebi-me que isto de sermos dependentes de um computador é, deveras, deprimente... mas é a pura verdade. Já não passo sem ele. E, cinco anos após tê-lo comprado, eis que surge o inevitável: "Oh menina, isto mais vale comprar outro monitor, porque este... só com um reparo de €€€€€ pra cima!!" Pois. Os euros... essas moedinhas que andam mais nos bolsos de quem não precisa! Muito bem... Estou lixada!
O que me vale é que tenho uns patrões que, na verdade, são grandes amigos, e lá me safaram!! Obrigada, TZ e Miri. Agora, tenho é o trabalho todo atrasado e, com o stress todo que esta vida me tem dado ultimamente, nem tempo e nem cabeça para pensar em trabalho.

Mas, como costumo dizer sempre, não há-de ser nada.
Agora há pouco, estava mesmo a precisar de relaxar e resolvi visitar um site engraçado, onde já me registei. Já que gosto tanto de música, não custa nada ir visitar o perfil de quem tem jeito para a coisa e votar nas bandas, para lhes dar uma força- porque o que é nacional, ainda é bom... pelo menos, no que toca a arte! Convido-vos a fazerem o mesmo. Não gastam nem 5 minutinhos no registo e, certamente, vão ouvir e poder votar em projectos fantásticos! Fica o convite:
www.rrw.pt/
Fiquem bem!

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Parabéns a você e a nós!


O jornal Notícias da Zona comemora hoje, dia 5 de Maio, o seu 6.º aniversário, pelo que agradecemos aos leitores e anunciantes pelo voto de confiança, toda a amizade e, também, as mensagens que nos têm enviado ao longo deste ano, especialmente, no que diz respeito ao "Conte-nos tudo".

Na verdade, estamos TODOS de parabéns!

P.S.: Beijinho especial para a minha maravilhosa equipa, que muito me tem apoiado ao longo destes 9 mesitos (já?!). Muito obrigada a todos vós, meus amigos! :)

Até sempre, amigo Vasco Granja

Não podia deixar de falar neste ícone da minha infância, que ontem faleceu com 83 aninhos. Foi o maior divulgador de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal. Ainda me lembro de devorar pratadas de Nestum ou de papa de frutas, enquanto via o seu programa na RTP, denominado Cinema de Animação. O seu espaço televisivo teve início em 1974, logo após a revolução do 25 de Abril, aguentando-se durante 16 anos, até 1990, com 1000 edições apresentadas.
Muito obrigada, amigo Vasco!

Deixo também uma interessante entrevista a Vasco Granja:
http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119

Amor de Perdição

Regra geral, nunca uma história em filme é melhor que a do livro e, neste caso, também se aplica... Mesmo assim, porque sou adepta das histórias trágicas de amor (ou de um amor trágico,como queiram!), e também porque há que apoiar mais o cinema português, para que comecem a produzir com melhor qualidade, é mesmo caso para irmos todos ao cinema! Trata-se de uma espécie de versão tuga de Romeu e Julieta, neste caso, Simão Botelho e Teresa Albuquerque, escrita por Camilo Castelo Branco e publicada em 1862 e , em 2008, realizada por Mário Barroso. Como é dito no trailer, é de facto uma versão livremente inspirada no livro, pois quem o lê... bem sabe:a liberdade do coração é tudo!

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Para reflectir

"A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso, começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta. Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar!
Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!"


Eduardo Prado Coelho, in Público

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Amália Hoje - A Gaivota

Mesmo preferindo a original, não deixa de ser uma voz interessante, esta da Sónia Tavares, acompanhada de uma sonoridade que me agrada bastante.
E o video até está engraçadito e tal...

Na corrida por Sesimbra




















À SEMELHANÇA do que apresentámos na edição anterior, com a inédita entrevista aos candidatos do PS e do PSD à Câmara Municipal do Seixal, voltamos a seguir a mesma fórmula para abordar as questões relacionadas com o concelho de Sesimbra.
Os candidatos Francisco Luís, pelo PSD, e Américo Gegaloto, pelo PS, aceitaram o nosso convite para falar, entre outros temas, da esfera política reflectida na blogosfera. Inevitavelmente, o facto de ambos serem candidatos à presidência da Câmara Municipal de Sesimbra nas próximas eleições autárquicas não
passou ao lado de um debate onde imperou a amizade e o respeito, mesmo quando os valores e ideais distintos de cada partido falaram mais alto. Desde um olhar sob o que foi e o que é, hoje em dia, o concelho de Sesimbra, passando pelas necessidades actuais da população, indo até aos projectos a implementar, tanto Américo Gegaloto como Francisco Luís mostraram-se firmes opositores do executivo actual, mas deixando claro que só a população poderá decidir o melhor para o seu futuro.

Notícias da Zona – Para quem ainda não conhece o vosso trabalho, quem são o Francisco Luís e o Américo Gegaloto? Qual tem sido o vosso percurso profissional até à actual candidatura às eleições autárquicas de 2009?

Francisco Luís – Sou empresário, em várias áreas de actividade. No âmbito político, sou presidente do Partido Social Democrata de Sesimbra, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal e actual candidato do partido à Câmara Municipal de Sesimbra. O meu percurso político já é longo. Sou militante desde o dia em que fiz 18 anos, em 1983. Sempre estive empenhado no projecto social-democrata em Sesimbra, nas várias freguesias, e aquilo que espero é que um dia o PSD tenha a oportunidade de gerir uma autarquia do distrito de Setúbal, nomeadamente, no concelho de Sesimbra.

Américo Gegaloto – Resido na Quinta do Conde desde finais de 1976 e sou advogado de profissão. Entrei para o Partido Socialista em 1993, ano em que fui convidado a integrar a lista da Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde, tendo sido aí que iniciei a minha actividade enquanto autarca. Já levo um mandato de assembleia na Quinta do Conde e três mandatos na Assembleia Municipal, sendo o líder de bancada do PS. No âmbito do Direito, tive um escritório aberto na Quinta do Conde mas, por convite, tornei-me responsável por um serviço na área de combate à toxicodependência, na qual exerço funções desde 2001.

NZ – São adeptos da blogosfera? Possuem algum blogue ou espaço cibernético que vos coloque na proximidade da população, de forma a cederem informação e, também, receber algum feedback?

A.G. – Não tenho qualquer espaço na blogosfera, apesar de já ter pensado em criá-lo mas, por várias razões, não o fiz. Acho que é uma nova forma de interagir com a população em geral, e existem vários blogues sobre o concelho que eu consulto e considero bastante interessantes. Reconheço que têm virtudes muito significativas e são, também, uma forma diferente de comunicar. Em contrapartida, trata-se de um universo muito ambíguo, uma vez que, na cobertura do anonimato, podem surgir intrigas, ofensas à honradez e bom nome das pessoas e, portanto, dispenso. Mas uma vez que vamos para um período eleitoral, o PS pretende lançar um site que terá um campo próprio para receber informações, contando com o contributo e as críticas da população.

F.L. – Partilho da opinião do Américo, na medida em que a blogosfera é uma boa ferramenta que um partido pode ter para fazer chegar as suas propostas, projectos, ideias e para haver uma partilha de informação entre os órgãos políticos e a população. De todo o modo, não ponho a blogosfera acima de outros meios de comunicação que temos. Os jornais também são uma ferramenta importante e, por isso, aproveito para saudar o Notícias da Zona pelo importante trabalho que tem desenvolvido, durante este mandato em que partilhámos diversos temas que interessam às pessoas. A grande desvantagem da blogosfera é que ainda não está democratizada, do ponto de vista da consulta, como estão os outros órgãos de comunicação. Evidentemente que o PSD terá um site de campanha para que, com toda a qualidade e no respeito por outras forças políticas, possamos aproveitar esse meio tecnológico.

Respeito pelo eleitorado

NZ – Sem querer mergulhar demasiado no vosso programa eleitoral, o que acham que podem trazer de melhor para o concelho de Sesimbra e quais são as prioridades?

A.G. – Nos mandatos em que tivemos o PS à frente na câmara, houve um aumento significativo de infra-estruturas necessárias ao concelho de Sesimbra. Neste aspecto, a Quinta do Conde destacou-se fundamentalmente ao nível de saneamento básico e pavimentação, mas também em equipamentos escolares e desportivos. O PS pretende imprimir uma marca de progresso, isto é, continuar a desenvolver o concelho, através de uma boa governação e de um desenvolvimento sustentável. Todos nós concordamos que é necessário haver mais escolas, mais saúde, outra rede de transportes públicos e mais apoios sociais. Este concelho é muito heterogéneo mas existem áreas que não têm certos tipos de coberturas e falo, concretamente, da freguesia da Quinta do Conde, nomeadamente a nível cultural.

F.L. – O PSD sempre teve um profundo respeito pelos munícipes e pelo seu voto. Ter respeito pelas nossas populações é, de certa maneira, tentar colaborar com os executivos eleitos, que é o que temos feito, quando nos revemos de alguma forma nesses partidos. Somos críticos quanto ao que não achamos ser correcto, por não ser o melhor caminho mas, acima de tudo, temos de ter respeito pela população e pelas suas opções. O PSD tem propostas concretas para apresentar, que visam modificar de uma forma significativa tudo o que tem sido feito até hoje. Acima de tudo, trabalhamos com respeito, inclusive, pela oposição, quer seja do PS ou do PCP, mas dadas as nossas diferentes ideologias, o meu partido tem sido bastante crítico em relação ao rumo que Sesimbra tem tomado. Não tenho dúvidas de que, se o PSD ganhar as eleições, muita coisa vai mudar.

Passado e futuro

NZ – Já que falamos em respeito pela população, como classificam as acções do vosso partido e da oposição?

A.G. – Podemos ser um pouco contundentes na defesa daquilo que entendemos que é o melhor para as populações do concelho, mas também não me passa pela ideia colocar em causa a votação das pessoas ou defraudar o que pensam, visto que vivemos em democracia. A lógica do PS é contribuir para o progresso do concelho de Sesimbra. Se não ganharmos as eleições, assumiremos integralmente as nossas responsabilidades e estaremos disponíveis para aceitar os desafios que nos forem colocados, no sentido de participar na gestão do concelho. Mas isto de participar na gestão coloca uma outra questão, pois deveríamos ter uma participação popular ao nível da gestão do concelho que, no fundo, é tudo menos popular!
Falo das Opções Participadas em que, a priori, já se conhecem as regras do jogo e já se sabe o que vai acontecer. Na verdade, não vai acontecer grande coisa. Para vos dar uma ideia do que acontece na Assembleia Municipal, digo que alguns dos documentos que foram aprovados por unanimidade ou por maioria não tiveram repercussão na vida das pessoas.

F.L. – Ganhando o PS ou a CDU, as políticas vão ser as mesmas. Isto para explicar que, do ponto de vista do PSD e de muitos eleitores do concelho de Sesimbra, o que aconteceu foi um pouco “vira o disco e toca o mesmo”. É óbvio que também partilhamos de muitas opções que o partido maioritário tinha e tem. Mas o certo é que o Partido Comunista, por questões ideológicas, e o Partido Socialista, por razões que ainda não consegui descobrir, não conseguiram dar um salto qualitativo a vários níveis. Estamos a falar de 35 anos de democracia, partilhados entre o PS e a CDU, onde o salto qualitativo não se viu. Neste momento, há um debate muito interessante sobre a questão do centro de saúde para a Quinta do Conde e, quanto a isso, não há nada que se veja! Só houve um partido que apresentou um projecto para resolver tudo isto, o PSD. Outra questão é a actividade económica, em que não existe um único plano estratégico para o desenvolvimento económico do concelho. Para concluir, o PSD vai apresentar excelentes ideias e projectos, para dar às pessoas o que precisam. Temos as pessoas certas para o concretizar.

A.G. – Tenho que fazer alguns reparos e dizer ao Francisco que, embora o PS tenha estado presente na câmara entre 1976 e 1997, foi muito difícil passar pelos anos de gestão da CDU. O processo só se começou a inverter no mandato de ‘93 a ‘97, onde se deu um desgaste mais acentuado da CDU. O PS conseguiu trabalhar para uma vitória ampla em ‘97, tendo-se aproximado muito da maioria já em ’93. Portanto, não fomos nós que gerimos o concelho desde o início. Foi a CDU que o fez, acabando por ser penalizada em ‘97, com a vitória do PS.
Sei o que era a Quinta do Conde em 1976 e, hoje, noto uma grande diferença. Tínhamos muito poucas ruas alcatroadas, algumas sem esgoto e outras com uma rede que não funcionava. No final do mandato do PS, faltavam apenas 10% de infra-estruturação, saneamento básico, águas e esgoto. Muitas outras obras têm o cunho do PS como, por exemplo, ao nível do Parque Escolar, com a escola do Conde 1 e o pavilhão gimno-desportivo no Conde 3. Em projecto estava o Parque da Vila, uma obra que apareceu agora no mandato da CDU, e que era um projecto mais ambicioso do que o que está ali. Tínhamos previsto um espaço multi-usos também na Quinta do Conde, com uma biblioteca de maior dimensão que a de Sesimbra, que a CDU, pura e simplesmente, pôs na gaveta. O património cultural arquitectónico que estava em decadência; a recuperação do Cineteatro; a criação da sede para a Assembleia Municipal, no Auditório Conde Ferreira; as estações elevatórias para abastecimento de água à população; a construção de um caminho para a constituição e participação da Simarsul e da Amarsul, para a recolha de lixo e tratamento dos afluentes e o cemitério na Quinta do Conde, enfim, tudo isto são marcas do Partido Socialista! Para falarmos em qualidade, também devemos pensar na quantidade de coisas feitas. É certo que ainda há muito mais por fazer e as freguesias, sendo muito heterogéneas, têm uma grande necessidade em vingar cada uma por si.

F.L. – Em resposta, direi que não passo o dia a ver o “Canal Memória”, apesar de gostar muito de recordar o passado… Percebo o que o Américo acabou de dizer mas, em relação a propostas para o futuro, disse zero! Assim como também não respondeu porque é que os equipamentos mais importantes para a população não estão feitos. Também não acho que, durante os executivos comunistas e socialistas, tenha havido uma criteriosa utilização dos dinheiros públicos. A noção que temos é que o dinheiro é gasto e, quando não há dinheiro, pede-se emprestado, porque alguém há-de pagar!
Eu garanto uma coisa: serão os nossos filhos a pagar esses erros, em impostos municipais e em falta de qualidade de equipamentos, que já poderiam estar feitos se as opções tivessem sido outras. O que o PS e o PCP fizeram foi gastar recursos, como se não fossem escassos. O PSD tentou solucionar, dentro das suas possibilidades, os problemas do concelho, nomeadamente no âmbito de uma área na qual não tem qualquer responsabilidade, e vimo-nos na obrigação de apresentar um projecto para a saúde, porque mais ninguém o fez.

A.G. – Sobre a questão da saúde, o PS defende que o projecto apresentado pelo PSD não faz sentido, porque deve ser o Serviço Nacional de Saúde a garantir as condições para que as pessoas possam ter esse acesso. Entendemos que não devem ser a população a pagar mais do que aquilo que já desconta. Quanto à utilização dos recursos, eu gostaria de saber como é que teria sido feita a infra-estruturação da Quinta do Conde sem a utilização desses recursos. Por isso, não vejo o endividamento da câmara, enquanto satisfação do interesse público, como um fatalismo, desde que a câmara tenha capacidade para resolver as suas dívidas.
F.L. – O PS está contra o nosso projecto de saúde porque acha que deve ser tendencialmente gratuito, como está na Constituição, só que não é! É por isso que deve ser feita alguma coisa. O PCP está também contra o projecto, por questões ideológicas. Ou seja, quer o PS, quer o PCP, estão pouco preocupados com a saúde dos habitantes do concelho de Sesimbra, que continuam à espera! Por último, em relação ao endividamento, o PSD votou favoravelmente os empréstimos e os relatórios de contas porque nada disso vai contra o nosso ideário. Não vamos chumbar orçamentos e relatórios de contas por questões políticas, porque isso é penalizar as populações.
Texto: Sandra Mendes
Foto: NZ

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Escoteiros de parabéns!

O Grupo 232 de Escoteiros da Quinta do Conde, integrado na Associação de Escoteiros de Portugal (AEP) completou o seu 1.º aniversário e não pára de crescer. Enfrenta a dificuldade de não ter um espaço próprio mas, mesmo assim, é um grupo optimista

A MANHÃ do Grupo 232 da Quinta do Conde foi bem preenchida, no passado dia 25 de Abril. Com a chegada de outros grupos da AEP pertencentes à região, celebraram este dia tão especial e participaram nas actividades que se iniciaram no Parque da Vila e percorreram toda a freguesia. Após o almoço, foi altura de realizar as cerimónias oficiais e, de seguida, cantar os parabéns ao grupo.
O Notícias da Zona esteve presente para registar o momento e falou com José Lourenço, o chefe do Grupo 232, que começou por nos contar que a ideia de criar um grupo de escoteiros surgiu «em 2007, com a abertura de um outro grupo em Azeitão. Uma vez que a maior parte dos Caminheiros mais velhos era da Quinta do Conde, alguns amigos lançaram-me o desafio para abrir um grupo na vila. Foram surgindo alguns miúdos, pelo que começámos as actividades em finais de Setembro desse ano. A abertura oficial do grupo deu-se meses mais tarde, exactamente no dia 25 de Abril de 2008».
Em termos de apoio, no início, contaram com «a Câmara Municipal de Sesimbra (CMS) que nos cedeu o espaço Onda Jovem, já em funcionamento na altura, para podermos realizar as nossas reuniões periódicas. Mas por ser pouco prático, por questões de segurança e outros factores, só lá estivemos um mês. Falámos então com a Junta de Freguesia da Quinta do Conde que nos cedeu um espaço na sua cave, que ainda hoje ocupamos, e onde também se encontram sedeadas outras instituições. Continuamos, ainda, em negociações com a câmara para uma eventual cedência de espaço próprio, para a realização das nossas actividades, porque na cave da Junta não podemos fazer muito mais do que reunirmos».
A existência de um espaço próprio é, pois, fundamental para os escoteiros, na medida em que «o grupo cresceu muito, estando agora com cerca de 80 elementos, em apenas um ano. É muita gente, de facto, e faz com que estejamos muito limitados. Além disso, também não sabemos por quanto tempo poderemos utilizar o espaço da Junta de Freguesia, uma vez que se aproximam eleições e não sabemos se o executivo que for eleito manterá a mesma disponibilidade».

Um ano de caminhada
Apesar das dificuldades, o grupo continua a dar o seu melhor e já realizou algumas actividades dignas de nota. Para José, a mais marcante foi «sem dúvida alguma, a realização do primeiro acampamento, no final de 2008, no parque da Costa da Caparica. Nessa altura, já éramos cerca de 60 elementos e considero que foi o ex libris do ano, em que pudemos realizar várias actividades. Já este ano realizámos uma ida à Serra da Estrela, com todo o grupo e os pais a acompanhar, o que significa muita gente! No mês de Março, auxiliámos a CMS na iniciativa que promoveram (que englobou vários jogos tradicionais) com os carrinhos de rolamentos».
O grupo irá proceder, ainda este ano, «ao encerramento por divisão, ou seja, por secções, uma vez que temos crianças e jovens de várias idades e devemos separá-los por escalões. Temos a Alcateia, dos 6 aos 10 anos; a Tribo de Escoteiros, dos 10/11 até aos 12/13 anos; os Exploradores, dos 13/14 aos 16/17 anos; e os Caminheiros, dos 16/17 aos 20/21 anos. Cada divisão irá participar numa actividade regional com todos os outros escuteiros da região».
Para finalizar, o chefe do grupo deixa o apelo para que «nos ajudem a resolver a nossa situação quanto à sede, porque era uma excelente prenda de primeiro aniversário para todo o grupo, que é o maior da região. Sempre acreditei que atingiria os 100 elementos num espaço de 2 anos. Em um ano apenas, já tenho 80, o que significa que dentro de pouco tempo chegarei à centena e isso assusta-me. Falta-nos um espaço para tanta gente!». Mesmo assim, as actividades dos escoteiros da Quinta do Conde não irão cessar, sobretudo, pela importância que têm para todos os jovens envolvidos.
O grupo continua disposto a receber mais interessados que poderão dirigir-se à cave da Junta de Freguesia todos os sábados, entre as 15h00 e as 18h00, a fim de procederem à sua inscrição ou, ainda, enviar e-mail para geral.aep.qconde@gmail.com ou grupo232@escoteiros.pt.
Texto: Sandra Mendes
Foto: NZ